Avaliação - Os 5 pontos críticos que mais depreciam o carro



Quando faço uma avaliação, com frequência, direciono a minha energia para os pontos críticos do carro. Muitos avaliadores, principalmente os de concessionárias, avaliam o carro pelo ponto de vista da estética e funcionamento. Na maioria das vezes eles deixam de lado a parte estrutural do veículo e acabam precificando o carro de forma errada, para cima ou para baixo.


Ocorre que a maioria das concessionárias exigem do cliente o laudo cautelar, um meio de comprovação de que o veículo é integro e não possui problemas estruturais. Quando o laudo cautelar é aprovado, o avaliador mantém a precificação inicial, por outro lado, quando o laudo cautelar é reprovado, o valor da avaliação sofre intensa depreciação.


Tais ocorrências deixam duas certezas; a primeira tem a ver com a precificação alterada depois que foi determinado o valor do carro. A alteração de preço depois de negociado traz consequências terríveis para o relacionamento cliente-fornecedor, uma vez que o dono do carro usado já havia planejado o desembolso que faria para aquisição do seu novo carro e o concessionário também planejou a venda do seu carro baseado na negociação inicial. Quando isso ocorre três caminhos poderão trilhados: o cliente aceita a redução no valor da avaliação; o concessionário aceita pagar o que havia proposto preliminarmente ou ambos recuam e a negociação se perde. A segunda diz respeito ao fato de que o carro com laudo aprovado, poderia e deveria ser melhor precificado.


Para evitar que este evento (que é bem corriqueiro) ocorra com você, sugiro que verifique estes cinco itens antes de colocar o seu carro a venda.

  1. Longarinas dianteiras e traseiras;

  2. Painel frontal e traseiro;

  3. Luzes de sinalização (Air Bag, ABS, Injeção, etc.);

  4. Estética do veículo (Amassados, arranhões, estofamento e interior);

  5. Pneus (incluindo o estepe);

Estes são os principais indicadores de qualidade de um veículo. Quanto maior o nível de integridade deles, maior a precificação que o carro receberá. Vamos agora entender cada item e classificar a sua importância na avaliação.


LONGARINAS


As longarinas são o que chamávamos no passado de "chassi do carro". São duas barras estruturais nas quais o carro é assentado. Quando elas são afetadas por algum tipo de colisão, a estrutura do carro fica comprometida. É importante pensar que, quando a engenharia da montadora de carros pensou sua estrutura, cálculos milimétricos foram desenvolvidos para que o carro tivesse o equilíbrio e a segurança necessária para seu bom uso.


Quando as longarinas estão afetadas a depreciação é inevitável. Duas são as razões para que o veículo perca valor: a primeira é que a longarina precisará ser restaurada, caso o concessionário resolva vender o carro para particular, isso custa muito dinheiro e tempo de execução; já a segunda tem a ver com a provável recusa por parte da seguradora, o que inviabiliza a venda do carro.

Ao lado o exemplo de uma longarina intacta. Perceba que em cima dela está a estrutura do carro, incluindo habitáculo, motor, caixa, diferencial, etc. A longarina afetada prejudica a dirigibilidade, uma vez que deixa o carro torto. Com frequência, o carro precisa ir para a mesa alinhadora para ser esticado até alcançar os padrões de fábrica. Como disse anteriormente, isso dá trabalho e pode custar muito dinheiro.


PAINEL FRONTAL E TRASEIRO


Os painéis frontal e traseiro correspondem a estrutura do habitáculo do motor e porta malas. Como painel frontal, consideramos a estrutura que protege o veículo de colisão frontal, exemplo: alma do para-choque, painel de sustentação dos faróis e encaixe do capô, etc. Já o painel traseiro é compreendido pelo berço do estepe e todo o conjunto da mala, bem como a alma do para-choque traseiro. Quando o veículo sofre uma colisão, é comum estes painéis sofrerem depressão, uma vez que foram projetados para atenuar o impacto seja dianteiro ou traseiro. Como são estruturas pensadas para evitar que os ocupantes do veículo sejam afetados pelo impacto, elas foram projetadas para ter uma deformação programada.


Quando percebe-se que um ou mais painéis estão afetados por colisão, o avaliador também depreciará o veículo. Ainda que mais leve que a longarina, o painel também irá gerar trabalho e gasto de dinheiro para ser refeito. Em alguns casos, haverá a necessidade de trocar peças ou até mesmo cortar o carro e remendar (casos mais comuns em painéis traseiros).


Na foto ao lado, podemos observar o painel dianteiro do lado direito afetado, que recebeu uma restauração muito ruim e foi responsável por depreciar o veículo. Muitas vezes as seguradoras direcionam carros sinistrados para oficinas despreparadas e sem estrutura, com o objetivo de reduzir custos. O que vemos é um serviço mal realizado e que comprometeu o bolso do dono do carro.


LUZES DE SINALIZAÇÃO (AIR BAG, ABS, INJEÇÃO, ETC.)


As luzes de sinalização funcionam sempre que o veículo apresenta alguma anomalia ou anormalidade no seu bom funcionamento. Elas facilitam o diagnóstico de problemas, uma vez que direcionam o olhar do mecânico para a causa específica da anomalia. É comum vermos a luz de injeção acesa em carros com GNV. Isso ocorre por causa da confusão gerada no módulo de injeção. Quando o módulo não reconhece o terceiro combustível (GNV), passa a sinalizar que algo está fora dos padrões da fábrica.


Em alguns carros as luzes estão interligadas. O sensor de pressão dos pneus pode afetar o ABS e o Air Bag, e vice e versa. Quando o avaliador percebe que as luzes estão indicando anomalia no sistema, na maioria das vezes deprecia o carro. Isso ocorre por causa da dúvida em relação ao tipo de anomalia e extensão do problema. Uma luz de injeção por exemplo, pode representar um problema na bomba de combustível ou anomalia no módulo. Trocar uma bomba de combustível é barato, já o módulo de injeção costuma ser bem caro.


ESTÉTICA DO VEÍCULO


Por estética do veículo, compreende-se todos os itens de aparência do carro. Neste contexto se inclui lataria e pintura (amassados, arranhões e manchas), interior (estofamento) e partes plásticas de acabamento (interna e externa). Quando um avaliador realiza a avaliação, considera não só os aspectos estruturais, mas, também, o que chamamos de acabamento do veículo. Bancos, forro de porta, forração do teto, etc., tudo isso será levado em conta no momento de precificar o carro. Exemplo: banco rasgado, estofamento sujo e teto encardido, para cada item um custo proporcional. O custo para higienização do estofamento gira em torno de R$ 100,00 a R$ 200,00, dependendo do prestador de serviços. Apresentar um carro limpo e cheiroso fará toda a diferença para a precificação.


Além do exposto, se as partes plásticas do veículo estiverem danificadas, maior será a depreciação, uma vez que, dependendo da avaria, ocorrerá a necessidade de troca do conjunto inteiro. Exemplo: Porta luvas com avaria; se não for possível trocar a peça, será necessário trocar o painel frontal inteiro.


Quanto aos arranhões, tenho escutado muitas pessoas me dizerem que tem um amigo que faze a pintura inteira do carro por cento e poucos reais. Isso é impossível, do ponto de vista de um serviço de qualidade estética. Os lojistas e concessionários têm noção exata dos custos com cada peça repintada do carro. Um serviço mal feito irá representar duplicidade no custo, uma vez que ocorrerá o gasto para fazer (mal feito) o serviço de pintura e a depreciação para reparar o serviço.

O ideal é deixar o carro do jeito que se encontra, com os arranhões e amassados, compreendendo que o veículo será depreciado em razão da necessidade de repintura. Lembre-se que se fizer o serviço em uma oficina de fundo de quintal o seu prejuízo será dobrado. Pagará pelo serviço e, ainda assim, o carro será depreciado pelo serviço mal feito e necessidade de refazer.


PNEUS


Os pneus também representam possibilidade de custo para quem compra o carro. Para cada modelo de veículo, um preço diferenciado. Cuidar do balanceamento, alinhamento e cambagem dos pneus ao longo do uso do carro é fundamental para que eles tenham duração mais longa. Andar com os pneus careca, além de representar um risco a sua segurança e de quem anda no carro, é fator de depreciação inconteste.


Uma dica para quem não deseja ver a avaliação depreciada por causa dos pneus, é colocar o que chamamos de pneus 1/2 vida. Na média, os pneus meia vida, adquiridos em borracheiros custam entre 25 e 50% de um pneus novo. Os concessionários e lojistas costumam depreciar os pneus tendo como ponto de partida os pneus novos. Para exemplificar, considere que os pneus novos do seu carro custam R$ 375,00. Você irá desembolsar entre 100 e 150 reais para colocar os pneus meia vida. Na hipótese de precisar trocar os quatro pneus, você irá gastar no máximo 600 reais, enquanto o avaliador irá depreciar o seu carro em R$ 1.500,00, por conta dos pneus. Quando você troca um pneus careca por um meia vida pra bom, além de mitigar o risco de acidente, encerra a possibilidade de depreciação. No exemplo acima, você economiza R$ 900,00, apesar de parecer que gastou R$ 600,00.


Muitas pessoas não compreendem os motivos que levam o avaliador a depreciar o carro e algumas vezes ficam chateadas com isso. Apesar de entender o carinho que as pessoas têm por seus carros, o avaliador está ali examinando um produto que colocará a venda. É correto afirmar que, no momento da avaliação, o avaliador está desprendido de sentimentos e o que mais importa para ele é a relação custo benefício que a compra do veículo trará para o negócio dele. Portanto, quando for vender o seu carro, sugiro que se desprenda dos laços emocionais que o veículo normalmente instiga e apresente seu carro da melhor forma possível para que o avaliador deseje comprá-lo.


Apesar de parecer fácil, a avaliação de um veículo corresponde a um conjunto de elementos que são fundamentais para a construção do valor. Alguns eu já citei, outros formam este complexo conjunto: valor de mercado, quilometragem, estado geral, giro, funcionamento dos equipamentos (ar, vidros, travas, direção, multimídia, etc.), entre outros.


Precificar corretamente o carro é desafio do avaliador eficaz.


Nós da Avaliar e Vender trabalhamos para que haja equilíbrio entres as necessidades, tanto de quem compra quanto de quem vende. Nós entendemos que o ganha ganha é o melhor modelo de negócios e por isso fazemos uma avaliação justa e buscamos a melhor precificação para os nossos clientes. Os comentário deixados no Google por quem já negociou carro com a Avaliar e Vender deixa claro o nosso posicionamento. Preço justo, Simplicidade e Agilidade.


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Um abraço!

Robison Lopo












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